VIDA E OBRA DE FRIDA KAHLO


 

Frida Kahlo nasceu em 1907, no México. Começou a pintar quase por acaso quando conheceu Diego Rivera tendo sido mais tarde estimulada a continuar. Os seus quadros têm o fantástico que muitos procuram enquadrar como surrealista, o que é um erro. Enquanto os surrealistas pintavam o subconsciente, o escondido, o sonho, o irreal, Frida pinta as emoções que passou durante a sua vida: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade". A doença sempre esteve presente na sua obra.

 

Aos seis anos teve uma doença muito grave (poliomelite) que a deixou coxa, quando já recuperara essa deficiência um autocarro onde se encontrava chocou contra um bode. Sofreu muitas fracturas e uma barra de ferro atravessou-a, entrando pela bacia e saindo pela vagina, o que fez com que fizesse muitas cirurgias e ficasse preza a uma cama.

Porque passava muitos meses deitada na cama e já gostava de pintar, o pai ofereceu-lhe telas e pincéis para ocupar o tempo e as horas passarem mais depressa. Mas Frida dizia que não tinha nada para pintar porque não se podia mexer nem sair do quarto. Então os pais penduraram um espelho no tecto para ela se poder observar e pintar aquilo que via. Por essa razão, Frida Kahlo sempre se pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor", as suas angústias, os seus medos e principalmente o amor pelo marido Diego Rivera. O fantástico nas obras de Frida é o real, o consciente. O seu casamento com o marido sempre foi bastante tumultuado, pois Diego tinha muitas amantes.

A maior dor de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as sequelas do acidente impossibilitaram-na de levar a gravidez até ao fim), o que ficou claro em muitos dos seus quadros.

 

 

Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia pulmonar, mas no seu diário a última frase causa algumas dúvidas: "Espero alegremente a saída – e espero nunca mais voltar – Frida". Talvez Frida Kahlo não suportasse mais a sua vida. O que leva a pensar na possibilidade de suicídio.

 



Postado por: BIÁ às 02h07
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AS PÁGINAS DO DIÁRIO DE FRIDA KAHLO

La tragedia es lo más
ridículo que tiene ‘el hombre’
pero estoy segura, de que los
animales, aunque ‘sufren’,
no exiben su ‘pena’
en ‘teatros’ abiertos, ni
‘cerrados’ (los ‘hogares’).
Y su dolor es más cierto
que cualquier imagen
que pueda cada hombre
‘representar’ o sentir
como dolorosa.

(Diário de Frida Kahlo)

 

Nesta página Frida fala um pouco das cores e do seu significado. Por exemplo: Para ela amarelo significava loucura. O verde tépida e boa luz. O vermelho "Sangue, talvez, quem sabe!"


Aqui Frida 'conta' uma pequena historinha. De que 'Ojo Único' se casou com a belíssima 'Neferísis' (a imensamente sábia) em um mês calorento e vital...

E deles nasceu um filho de rosto estranho que se chamou 'Neferúnico', que foi o fundador da cidade comumente chamada 'Lokura'.

 


Nesta página Frida nos apresenta 'Neferúnico'. O fundador de 'Lokura'.

 

 

 

"Eu sou a DESINTEGRAÇÃO...." 



Postado por: BIÁ às 02h04
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"SORISO / TERNURA  / gota, sota, mote  /MIRTO, SEXO, roto

CHAVE, SUAVE, BROTA / LICOR mão firme  /AMOR assento firme

GRAÇA VIVA / VIDA PLENA  / PLENA / SÃO..."

"Sozinha com a minha grande felicidade e a lembrança viva da menina. Passaram-se 34 anos desde que vivi esta amizade mágica e cada vez que a recordo, mais ela se aviva e mais cresce dentro do meu mundo. PINZÓN 1950, Frida Kahlo"

"9 de novembro de 1951. Menino-amor. Ciência exata. Vontade de resistir vivendo

Alegria saudável. Gratidão infinita. Olhos nas mãos e tato no olhar. Limpeza e maciez de fruta. Enorme coluna vertebral que é base para toda a estrutura humana. Um dia veremos, um dia

aprenderemos. Há sempre coisas novas. Sempre ligadas à antiga existência.

Alado - Meu Diego meu amor de milhares de anos. Sadga. Yrenáica Frida. DIEGO"



Postado por: BIÁ às 02h02
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"MADEIRA CITLÁLI / AMOR / CALOR / DOR / RUMOR / HUMOR/ DOADOR / AMOR" 

 

"Já vai? NÃO. ASAS ROTAS"


"Pés para que os quero, Se tenho asas para voar. 1953."

"Apoio número 1. Apoio número 2. A pomba enganou-se. Se enganou........" 



Postado por: BIÁ às 01h57
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"Obrigada aos médicos Farill - Glusker - Párres e ao Doutor Enrique Palomera. Sanche Palomera Obrigada às enfermeiras, aos padioleiros, aos esforçados atendentes do Hospital Inglês - Obrigada ao Dr. Vargas, a Navarro, ao Dr. Polo e à minha força de vontade. Espero alegremente a saída - e espero nunca mais voltar".

 



Postado por: BIÁ às 01h55
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